quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bem ou mal, dita palavra



Sem pensar, a palavra dita. Maldita palavra, que fere, que abre antigas cicatrizes e leva embora a suavidade do olhar de há pouco. Já dita, a palavra não volta atrás, não se engolfa goela abaixo, não se encarcera, prudente, atrás dos dentes. Maldita palavra dita, irrefletida. Irresponsável dardo, envenenado e lançado pela língua - jocosa serpente.

A palavra cura, mata, santifica, crucifica.

Veloz e voraz, não deveria a palavra voar sem o visto da consciência. Mas voa.

Pelas bocas dos que ignoram o poder das palavras, estas voam. E mais rápido que o arrependimento, chegam ao seu destino: primeiro atravessam com seus pés sujos a antessala da percepção - os ouvidos - para, em seguida, alojarem-se, mortais, no coração, na memória. Pronto! O veneno foi inoculado. De que adianta um "Pô, foi mal. Escapou sem querer..." ou um insípido "Eu não sabia o que estava dizendo..."? Nada! Não adianta mesmo.

Melhor teria sido o silêncio da paciência durante o acalorado momento da discussão. Melhor seria ouvir o eco interior das palavras precipitadas antes de proferí-las. Desta forma, entenderíamos o poder avassalador da arma carregada que trazemos conosco.

Melhor seria observarmos e compreendermos definitivamente que as palavras têm, além da capacidade destrutiva, um inacreditável poder balsâmico, revitalizador.

Mas é o crivo da prudência o teste definitivo para o bom uso da palavra. Calar, ouvir, pensar, escolher o momento e as palavras certas (não os certeiros dardos envenenados, mas um bálsamo essencial) e, só depois - ou nunca! -, falar, afinal, o silêncio é a palavra que melhor nomeia o bom senso.

(Desconhecido)

terça-feira, 28 de setembro de 2010




Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas — porque tenho uma mente fértil e delirante — e porque posso achar errado — e ter que me desculpar — e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre”.


Gabriel Garcia Marquez

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nuvens terrenas



Num espetáculo magnífico
Enfeitam o céu dando asas à nossa imaginação.
E aqui na terra, compõem a nossa festa
Trazendo chuvas de melodias
Que ressoam em nossas mentes,
E acalmam os nossos corações.

O som que vem do céu
Não poderia passar despercebido nesse mundo
Mais que simples nuvens passageiras
Constituem-se um conjunto de notas musicais
Difundidas com a leveza do vento e a força da tempestade.


Mônica Bacelar


Mais uma homenagem à Banda Nuvens







segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Em tempos sombrios, ser amor em movimento






Em tempos sombrios,

Surgem muitas dúvidas

Quero entender o que há de errado em mim.

Minh'alma chora, e meus olhos também choram.

Sinto-me derrotada duplamente...

Será o fim?

Cortando o ar na velocidade dos meus medos,

Busco respostas e nada encontro.

Às vezes tenho vontade de gritar:

Não, não me deixe só!

Mas prefiro emudecer...

Quero aprender a ser feliz assim

Estou de mãos atadas

Ofegante na carência e

Carregando os desamores e seus fardos

Estou meio assim, um perdido nos achados

E cada dia que passa tenho a certeza que nada é com certeza.



Em tempos sombrios,

Procuro acertar o tom e não fazer escolhas desafinadas

É meu jeito de levar, de encarar a vida

Mas confesso que às vezes é tão difícil ser bom

E os laços cansados de estarem amarrados pedem pra voar

Porém, desatar não é fácil

E algumas vezes a única solução parece ser cortar os nós

Entretanto nem sempre é o mais indicado.



Em tempos sombrios,

Um amigo me ensinou a sorrir pra todo mundo

Mas a vontade que tenho é chorar

Me sinto num filme de drama

E às vezes até pareço feliz na tua ausência

Será que sou mesmo?

Quero me livrar desses dias de descrença

Mas por hora, o meu afago é só pra mim.


Em tempos sombrios,

É difícil suportar a sua ausência do meu lado

E em meio à solidão que me assola, questiono:

Por que se vai? Por que se vai tão cedo?

São tantas perguntas e nenhuma resposta...

O que me resta é seguir em frente

Então, afino os ideais sem olhar pra trás

Mas o vazio não é fácil

E a estrada não tem fim.

Mesmo assim, assino o fardo que é andar no tom

E não desisto nunca de

Em tempos sombrios

Ser amor em movimento.




Mônica Bacelar



--> O texto foi baseado nas músicas da banda Nuvens. Até parece que o Rapha compôs pra mim, pois a misturas delas compuseram minha essencia neste momento.


Se você ainda não conhece a banda não deixe de ouvir o som das nuvens e segui-los no twitter @nuvens_oficial .









sábado, 18 de setembro de 2010

Sobra tanta falta...



Sinto falta do toque do telefone;
Das conversas sem sentido até altas horas da madrugada;
Das risadas e até das lágrimas;
Sinto falta de ter pra quem ligar quando chego do trabalho,
pra contar como foi o dia;
Sinto falta da voz, da respiração...
Sinto falta até do silêncio;
Sinto falta da companhia, mesmo quando virtual
Sinto falta da presença que ultrapassava barreiras físicas
Ah, como eu sinto falta!!!

Mônica Bacelar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Doce partida II [O reencontro ]



E embora os lábios dissessem adeus
Os corações murmuravam
até breve.
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O reencontro era inevitável...
O tão esperado dia, finalmente chegou
E novamente puderam sentir a presença um do outro
Matando a saudade entre beijos, abraços e carícias.

Entretanto, mais inevitável que o reencontro
Era a partida...
Mas agora era diferente
Não existia a sensação de perda
Sentimentos foram metamorfoseados
Unindo os dois para sempre...


Mônica Bacelar



Para ler Doce partida clique aqui


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tempos Assim






Tempos Assim


Eu sou uma rodovia de mão única
Sou uma estrada para longe
Que segue você de volta para casa
Eu sou um poste aceso
Sou uma luz ofuscante
Piscando sem parar

Em tempos assim,
você aprende a viver de novo.
Em tempos assim,
você dá e dá de novo.
Em tempos assim,
você aprende a amar de novo.
Tempos assim
vivem se repetindo...

Eu sou um novo dia que nasce
Sou um novo céu que
abrigará as estrelas esta noite
Eu, eu estou um pouco dividido
Devo ficar ou fugir
e deixar tudo para trás?

Em tempos assim,
você aprende a viver de novo.
Em tempos assim,
você dá e dá de novo.
Em tempos assim,
você aprende a amar de novo.
Tempos assim
vivem se repetindo...

Felicidade...




Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.

É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…

Fernando Pessoa



domingo, 5 de setembro de 2010

Permita-se




Permita-se aprender com cada erro;
Permita-se perdoar aqueles que te magoaram;
Permita-se mudar de opinião;
Permita-se rir, chorar, ouvir, calar;
Permita-se amar e ser amada;
Permita-se sonhar, mas seja protagonista dos seus sonhos;
Permita-se dizer sim e não...
Permita-se conhecer mais de você mesmo, da sua essência;
Permita-se viver a vida com intensidade;
Permita-se sair da rotina;
Permita-se sentir medo;
Permita-se correr pro abraço;
Permita-se parecer imatura ou excêntrica aos olhos de quem não tem a condição de te entender;
Permita-se saborear o novo;
Permita-se correr atrás dos seus ideais;
Permita-se viver o HOJE como se não existisse o AMANHÃ;
Permita-se fazer o bem sem esperar nada em troca;
Permita-se desfrutar das oportunidades que lhe são dadas;
Permita-se apenas PERMITIR-SE!!!!

Mônica Bacelar
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